Saber como as empresas calculam as tarifas aéreas é, para muita gente, um grande mistério, já que os valores oscilam muito sem uma lógica aparente. Nós, brasileiros, sabemos muito bem como é isso: alguns trechos nacionais, muitas vezes, são mais caros que uma viagem internacional. Então, vamos acabar, de uma vez por todas, com essas dúvidas e entender como funciona o preço das passagens aéreas.

Primeiro, precisamos entender que a lógica utilizada pelas companhias é a mesma da Bolsa de Valores: quando mais procura, maior o preço. É aquela velha história do paga quem pode.

Como base, todas as empresas calculam um valor mínimo para as passagens. Esse valor leva em conta os custos de operação, o número de voos disponíveis numa rota, o tipo de aeronave, e outros vetores que entenderemos melhor a partir de agora.

Geralmente, o dia da semana e a antecedência são fatores que influenciam no preço. Viajar nos finais de semana sempre é mais concorrido e, portanto, mais caro. A época em que se pretende viajar, também influencia: nos feriados prolongados e durante as férias escolares tudo fica mais caro.

Outros fatores que ainda impactam no preço das passagens aéreas são o horário do voo – no começo da manhã e no fim da tarde, eles tendem a ser mais caros – e o número de escalas – quanto mais paradas, mais esforço logístico a empresa tem.

Mas, talvez, você não soubesse que o risco de atraso também é levado em consideração para o cálculo do preço das passagens aéreas. Aeroportos e horários com altos índices de atrasos e cancelamentos são vistos como risco para as empresas e quem paga por isso somos nós, passageiros.

Taxa de embarque

Outro fator que pesa no nosso bolso é a taxa de embarque. Ela varia de acordo com a categoria do aeroporto de partida e, também, do tipo de voo: internacional ou nacional. Todo o valor arrecadado com essas taxas é revertido – pelo menos deveria ser – para manutenção e melhoria dos serviços e processos do aeroporto como embarque, desembarque e segurança.

Os aeroportos nacionais são divididos em categorias e cada uma delas tem um valor máximo de cobrança. A primeira categoria, cujo valor é R$ 27,68 para voos domésticos, inclui os aeroportos de Belém, Boa Vista, Cuiabá, Curitiba, Florianópolis, Fortaleza, Maceió, Manaus, Porto Alegre, Recife, Santos Dumont, no Rio de Janeiro, Salvador, São Luís e Congonhas, em São Paulo.

Na segunda categoria estão 49 aeroportos e o teto é de R$ 21,76, para voos domésticos. Nesse grupo estão, entre outros, os aeroportos da Pampulha, em Belo Horizonte, Campo Grande, Campina Grande, Fernando de Noronha, Foz do Iguaçu, Goiânia, João Pessoa, Joinville, Maringá, Petrolina e Porto Seguro.

Nos voos internacionais, a taxa de embarque varia de R$ 90,92 a R$ 119,13, dependendo do aeroporto.

Então, para encontrar passagens aéreas mais baratas, você precisa ficar esperto e comprar com antecedência, evitando feriados, períodos de férias escolares e horários mais concorridos, especialmente em aeroporto mais movimentados.

Fonte: Blog Pé na estrada

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